Controle de Qualidade Paciente Específico (PSQA) de tratamentos estereotáxicos em radioterapia: um estudo da sensibilidade de um sistema comercial de dosimetria in-vivo

Autores

  • Mardey Santana Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml
    • Simone Coutinho Cardoso Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml

      DOI:

      https://doi.org/10.15392/2319-0612.2026.3022

      Palavras-chave:

      controle de qualidade, radioterapia estereotáctica, sensibilidade, análise gama

      Resumo

      Resumo: Este estudo avalia a sensibilidade de uma solução comercial de software automatizado para dosimetria in-vivo voltada a tratamentos estereotáxicos. Desenvolvimento: A sensibilidade do sistema é avaliada por meio de testes de desempenho do acelerador linear, detectando variações no desempenho e erros intencionalmente introduzidos. Métodos: O estudo foi dividido em duas partes. Parte A testou a constância e linearidade do rendimento para diferentes tamanhos de campo, bem como utilizou de um fantoma homogêneo para introduzir e medir discrepâncias intencionais, como variações geométricas, do colimador multilâminas e de energia do feixe. Parte B utilizou um fantoma heterogêneo que simula a anatomia de cabeça e pescoço humana para planos de radioterapia estereotáxica, modificados antes da irradiação e comparados com as distribuições planejadas usando o índice gama para diferentes critérios. Resultados: Testes de linearidade do rendimento mostraram que as taxas de aprovação gama melhoraram com o aumento da entrega de dose, mas campos maiores tiveram taxas degradadas devido à rápida queda de dose nas bordas do campo. O critério 3%/3mm foi ineficaz para segmentos de baixa dose. Para a consistência de rendimento, as taxas de aprovação gama melhoraram com os critérios 2%/2mm e 1%/ 1mm à medida que a entrega de dose diminuiu, enquanto o critério 3%/3mm permaneceu insensível. O sistema detectou eficazmente variações e distorções intencionais de rendimento, embora o critério 3%/3mm tenha sido pouco sensível a discrepâncias de dose abaixo de 5%. Testes mostraram boa sensibilidade para certos critérios gama, detectando variações de tamanho de campo até 1mm e rotações de colimador até 5º, enquanto discrepâncias no MLC foram detectáveis até 1mm, com o critério 3%/3mm sendo o menos robusto. Variações de energia do feixe foram bem identificadas. Testes com o fantoma heterogêneo confirmaram a capacidade do sistema para verificar os índices de tratamento planejados. Conclusão: Este estudo abordou diversos testes para entender a dinâmica do planejamento estereotáxico e, principalmente, a avaliação da qualidade desses planos. A plataforma testada, juntamente com a avaliação de vários critérios, justifica o não uso do critério mais permissivo como padrão em tratamentos estereotáxicos, já que este fornece pouca informação sobre a qualidade dos tratamentos planejados. Além disso, a plataforma garante boa confiança no processo de garantia da qualidade devido à sua forte capacidade de detectar variações de desempenho, discrepâncias geométricas, erros de posicionamento do MLC e discrepâncias na qualidade do feixe.

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      Biografia do Autor

      • Simone Coutinho Cardoso, Universidade Federal do Rio de Janeiro

        Possui graduação em Fisica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997) e doutorado em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002). Atualmente é professor associado IV da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Física aplicada à Medicina e Biologia. Atualmente,é membro da comissão de área de Física Médica da SBF, Diretora de Ensino e Pesquisa da Associação Brasileira de Física Médica, coordenadora do Curso de Graduação em Física Médica da UFRJ. Foi vice-diretora do Instituto de Física da UFRJ e supervisora da Empresa Junior de Física Médica NeoAtom da UFRJ. 

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      Publicado

      08-05-2026

      Edição

      Seção

      Artigos Originais