Manejo e desafios do tratamento do câncer de tireoide com terapia com radioiodo em paciente com paralisia cerebral e transtorno do espectro autista: relato de caso

Autores

  • Janaína DUTRA SILVESTRE MENDES Instituto Nacional de Câncer - INCA image/svg+xml
    • Beatriz Trajano Coelho Instituto Nacional de Câncer - INCA image/svg+xml
      • Claudia Maria Teixeira Palhota Menezes Instituto Nacional de Câncer - INCA image/svg+xml
        • Marcia Maria Santos Lopes de Andrade Instituto Nacional de Câncer - INCA image/svg+xml
          • Celia Helena Fernandes da Costa Instituto Nacional de Câncer - INCA image/svg+xml

            DOI:

            https://doi.org/10.15392/2319-0612.2026.3006

            Palavras-chave:

            Radioiodoterapia, Carcinoma papilífero de tireoide, Transtorno do espectro autista, Proteção radiológica, Relato de caso

            Resumo

            Introdução: O câncer de tireoide é uma das neoplasias endócrinas mais prevalentes no Brasil, e a terapia com radioiodo (RAI) é uma abordagem adjuvante bem estabelecida. Entretanto, o manejo desse tratamento pode ser particularmente desafiador em pacientes com distúrbios neurológicos e importantes alterações comportamentais. Apresentação do Caso: Relatamos o caso de um adolescente de 16 anos com paralisia cerebral e transtorno do espectro autista (TEA) nível 3 que foi submetido à RAI após tireoidectomia total devido a carcinoma papilífero metastático de tireoide. O caso ilustra as estratégias técnicas e clínicas individualizadas adotadas pela equipe multidisciplinar para atender às demandas complexas do paciente, incluindo adaptações em radioproteção, logística de hospitalização e suporte à cuidadora. Conclusão / Lições Aprendidas: Este caso evidencia a complexidade da realização de RAI em pacientes com graves comprometimentos neurológicos e comportamentais. Reforça também a importância do envolvimento precoce e ampliado de uma equipe multidisciplinar — especialmente neurologia e psiquiatria — durante a fase preparatória. Além disso, destaca a necessidade de treinamento intensificado para cuidadores e da consideração de estratégias terapêuticas alternativas para garantir maior segurança, otimização da radioproteção e melhor adesão ao tratamento.

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            Referências

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            Publicado

            30-04-2026

            Edição

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            Artigos Originais