Enriquecimento isotópico de lítio-6 para aplicação em dosímetro termoluminescente
DOI:
https://doi.org/10.15392/2319-0612.2026.2676Palavras-chave:
ICP-MS, dosímetro termoluminescente, Lítio-6, troca iônicaResumo
Extraído do mineral espodumênio, o elemento lítio possui naturalmente dois isótopos estáveis: 7Li (aproximadamente 92,6%) e 6Li (aproximadamente 7,4%). Esses isótopos têm várias aplicações, desde a indústria farmacêutica até a eletroquímica. Devido à sua alta eficiência e benefícios ambientais, a produção global de veículos elétricos com baterias de íon-lítio atingiu 10,5 milhões de unidades em 2022. No campo nuclear, o 7Li é amplamente utilizado em reatores na Usina Nuclear de Angra dos Reis, no Brasil, como estabilizador de pH no sistema de refrigeração primário. Por outro lado, o 6Li, com suas altas seções transversais para absorção de nêutrons térmicos, é usado no campo termonuclear e para produção de trítio em reatores de fusão. Além disso, o 6Li é utilizado em dosímetros de radiação devido às suas propriedades termoluminescentes, tornando-o eficaz para medir radiação ionizante. Este trabalho tem como objetivo apresentar uma nova tecnologia para enriquecimento de lítio no Brasil, com foco na separação isotópica de 6Li e 7Li para suas respectivas aplicações industriais, buscando a independência brasileira a respeito da obtenção deste isótopo enriquecido. A técnica de troca iônica, envolvendo separação de isótopos por equilíbrio no fracionamento isotópico entre duas fases, é destacada como um método para atingir esse objetivo. pH e condutividade elétrica foram medidos nas amostras para correlacionar com a concentração de Li. Os resultados da análise isotópica apresentaram um enriquecimento de 10,12% para 6Li e 95,86% para 7Li.
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